A TRIUNIDADE INTELECTUAL DE DEUS – JOEL PARKINSON A doutrina da Trindade é essencial para a fé cristã ortodoxa. O pensamento trinitariano impregna todo o Novo Testamento e é pressuposto nas doutrinas centrais da encarnação (Lucas 1:35), expiação (Hebreus 9:14), ressurreição (Romanos 8:11) e salvação (1 Pedro 1:2), bem como nas práticas do batismo com água (Mateus 28:19) e oração (Efésios 2:18). Consequentemente, não pode haver nenhuma dúvida que a falha em aceitar a Trindade conduzirá a erros fatais no restante da teologia de uma pessoa. Contudo, a Trindade é frequentemente vista como um conceito difícil, se não contraditório. A Trindade é incoerente? O presente artigo procura responder essa pergunta com um enfático “Não”. A doutrina da Trindade Em essência, a doutrina da Trindade pode ser esboçada pelas seguintes proposições: 1. Há somente um Deus que é imutável e eternamente indivisível e simples (Dt.6:4; Jo.17:3; 1Co.8:6). 2. O Pai, o Filho e o Espírito Santo ...
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O ARGUMENTO DE GORDON H. CLARK PARA A INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA – ROBERT L. REYMOND Gordon H. Clark fez os seguintes argumentos no primeiro capítulo de God's Hammer: The Bible and Its Critics [ O Martelo de Deus: A Bíblia e os seus Críticos ] para se acreditar que a Bíblia é a Palavra de Deus: > A Bíblia reivindica ser a Palavra de Deus; > Todas as explicações alternativas concernentes a reivindicação da Bíblia como Palavra de Deus, a parte da sua própria veracidade, são insustentáveis; > Todas as tentativas em refutar a reivindicação da Bíblia como Palavra de Deus, opondo-se contra ela alegados erros específicos, falharam; > Portanto, nós podemos acreditar que a Bíblia é a Palavra de Deus. Essas quatro declarações requerem alguma elucidação, então vamos analisa-las, uma por uma. “ A Bíblia reivindica ser a Palavra de Deus ” Clark observou que isso não se tratava de um argumento circular; seria simplesmente injustificado reivindicar que a...
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REVIEWS: HILL E BATES SOBRE A DOUTRINA DA TRINDADE – SCOTT R. SWAIN HILL, WESLEY. Paul and the Trinity: Persons, Relations and the Pauline Letters . Grand Rapids: Eerdmans, 2015, 210pp. BATES, Matthew W. The Birth of the Trinity: Jesus, God, and Spirit in the New Testament and Early Christian Interpretations of the Old Testament . Oxford: Oxford University Press, 2015, 234pp. Os melhores trabalhos recentes sobre a doutrina da Trindade vieram na forma de monografias teológicas, sistemáticas e históricas, artigos e ensaios . Tais obras atendem bem a tarefa da teologia trinitária, apontando recursos para promover e recuperar vias construtivas de reflexão e argumentação. Matthew Bates e Wesley Hill oferecem uma contribuição distintiva entre as demais obras recentes e enriquecedoras sobre a Trindade em forma de dois livros, dedicados às fontes exegéticas e hermenêuticas da doutrina trinitária. Do ponto de vista formal, ambos os livros compartilham um compr...
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ABSOLUTISMO GRADUADO E ÉTICA CRISTÃ – VINCENT CHEUNG Existem aqueles que creem que dilemas éticos podem ocorrer dentro do sistema ético dos mandamentos divinos. Supostamente, isso acontece quando nos deparamos com situações nas quais dois mandamentos divinos parecem demandar respostas contraditórias. Isto é, num dilema ético, um mandamento divino parece demandar uma resposta, mas ao mesmo tempo essa resposta parece ser proibida pela aplicação de outro mandamento divino, o qual demanda uma ação contraditória. A questão é: quando dois mandamentos divinos parecem ser contraditórios, a qual devemos obedecer? Isso é o que torna a nossa discussão sobre a ética dos mandamentos divinos relevante para a nossa passagem [1] . Nosso caso envolve um conflito entre a autoridade divina e humana, com a autoridade divina de um lado (Cristo, Escritura, etc), e por outro lado uma autoridade humana funcionando pela autoridade divina (instituições humanas). Mas antes de abordar isso, conside...
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A NATUREZA DA VERDADE – GORDON H. CLARK Embora pareça haver pouco proveito em especular sobre o grau de profundidade filosófica de Pilatos quando ele perguntou “ O que é a verdade? ” (João 18:28) , um cristão faz bem em considerar previamente a declaração de Cristo, “ Eu sou a verdade ” (João 14:6) , em conjunto com outras passagens das Escrituras que podem esclarecer a natureza da verdade. Uma vez que os protestantes, em contraposição aos romanistas, rejeitam um literalismo nas palavras “Isso é o meu corpo ” (Mateus 26:26) , e uma vez que outras frases de Cristo, como por exemplo “ Eu sou a porta ” (João 10:9) , são figurativas, obviamente, não se deve imediatamente assumir que “ Eu sou a verdade ” seja literalmente verdade ou que a natureza da verdade seja ‘ pessoal ’ e, portanto, não-proposicional e não-lógica. Pelo menos outras visões devem ser consideradas; e aqui três teorias serão brevemente examinadas. A p...