DEBATE ENTRE GORDON H. CLARK E DAVID HOOVER (PARTE 1)
SOBRE EPISTEMOLOGIA NUMA PERSPECTIVA CRISTÃ[1]
O debate que se segue entre o Dr. Gordon H. Clark e o professor David Hoover ocorreu na Primavera de 1983, na Covenant College, em Lookout Mountain, Tennessee. O debate discute sobre duas abordagens em apologética cristã. O Dr. Clark defende pressuposicionalismo enquanto o professor Hoover defende evidencialismo ou empirismo.
Gordon H. Clark: ... e ficar perfeitamente enojado com as sensações, e continuar aqui... [?]
[riso da platéia]
Gordon H. Clark: Normalmente quando dois filósofos disputam suas posições, seja por meio de debate ou através de publicações, eles começam refutando as posições principais do outro, a fim de abrir espaço para uma exposição própria. Descartes fez isso em seu Discurso do Método, onde escreveu sobre a educação tradicional, inadequada e não-confiável. Locke dedicou um de seus quatro livros à compreensão humana, para uma refutação da teoria das ideias inatas. Ele descreveu três ou quatro maneiras dessa doutrina e as soprou com vigor. Da mesma forma, os quatro primeiros capítulos da Fenomenologia do Espírito de Hegel destroem Kant. Após a eliminação da oposição, esses homens expuseram construtivamente suas próprias filosofias.
Na maioria das vezes o argumento negativo é chamado de argumentum ad hominem. Eles são baseados em uma das afirmações do oponente da qual se argumenta para uma conclusão que ele não está disposto a aceitar. Seja um tanto disfarçada ou não, ele convence o oponente da autocontradição. Na geometria o argumento passa pelo nome de reductio ad absurdum. Para demonstrar um teorema, o geômetra assume seu contraditório e demonstra seu absurdo. Então o teorema desejado é estabelecido.
Como de costume, esse é o procedimento que eu tenho seguido. Em meu livro sobre Behaviorism and Christianity, o behaviorismo vem em primeiro lugar. Eu procuro mostrar que se o behaviorismo é verdadeiro, ele demonstra que as suas próprias premissas são falsas. Da mesma forma, em Historiography Secular and Religious, começo com a visão secular. Minha linguagem e teologia prosseguem no mesmo padrão geral. Somente após 130 páginas da lógica de Russell, das sentenças do protocolo positivista lógico e de outras teorias associadas, é que eu faço uma exposição da visão teísta da linguagem. Porém, para variar, e porque muitos nessa audiência já ouviram meus argumentos contra o empirismo, começarei nesta noite com minha própria posição baseada na Escritura.
Como o objetivo é construir uma teoria bíblica da epistemologia, o primeiro argumento positivo, não ad hominem, será em apelar às declarações bíblicas de Gênesis 1, versículos 26 e 27 e Gênesis 2, versículo 7, onde Deus criou o homem à sua própria imagem. Algumas das palavras são: “E disse Deus: ‘façamos o homem à nossa imagem’. Deus criou o homem à sua imagem. E o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida”. Estes versículos do Antigo Testamento não indicam explicitamente o impacto total do que aconteceu. O que aconteceu no Novo Testamento explica com mais detalhes. As palavras em Gênesis, e como tenho discutido em algumas publicações teológicas, pode dar a impressão de que Deus, depois de criar Adão, colocou sua imagem em algum lugar dentro ou sobre o homem. Mas, o apóstolo Paulo demonstra que Deus não simplesmente criou o homem e selou a sua imagem sobre ele. Em 1 Coríntios 11:7[2], Paulo dá uma explicação mais completa. Ele não diz que a imagem está no homem, ele diz que o homem é a imagem. O texto declara que “o homem é a imagem e a glória de Deus”.
A natureza desta imagem, que é a natureza do próprio homem, deve agora ser definida. Qual era a condição do homem quando ele veio das mãos do seu Criador? Gênesis não está em total silêncio sobre esse assunto. De fato, Gênesis diz mais do que os leitores apressados podem ver. O primeiro ponto, mas não o mais importante, é que Deus deu a Adão o domínio sobre todos os seres vivos, peixes, pássaros e animais. Mas, embora o fato do domínio em si não ser muito importante, a vinculação de certas habilidades essenciais para o tal domínio é muito importante no confronto entre empirismo e apriorismo. Para dominar animais, um homem precisa de um mínimo de inteligência. Agora é difícil atribuir até um mínimo de inteligência a uma mente vazia. E isso se torna claro no que se segue.
Como foi indicado, mais importante do que o domínio sobre os animais é o fato de que Deus explicou este domínio a Adão. Ou seja, Deus falou a Adão e Adão compreendeu o que Deus lhe disse. Gênesis 1:28-30 diz brevemente: “Deus disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos. Dominai todos os seres vivos que se movem sobre a terra”. Adão entendeu estas instruções. E entender o que Deus diz requer tanto quanto ou até mais inteligência do que lidar com leões e mulas.
As instruções divinas, entretanto, não se limitavam à agricultura e à criação. O Senhor também deu a Adão alguma instrução religiosa. Gênesis 2:16-17 registra certas ordens que Deus impôs a Adão. Particularmente, Deus lhe ordenou que não comesse do fruto de uma certa árvore e advertiu que “no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Aqui temos uma penalidade declarada pela desobediência. Adão compreendeu este mandamento e esta penalidade, porque em 1 Timóteo 2:14[3] nos diz que, embora Eva tenha sido enganada, Adão não foi enganado. Claramente Adão compreendeu. Mas compreendamos também que há uma diferença importante entre compreender a agricultura e compreender a ideia de lei moral. Uma vez que será um embaraço especial para o empirismo, vale a pena desenvolver o tema.
[riso da platéia]
É preciso, então, considerar o que é requisito para a desobediência de Adão. Além de compreender o seu domínio sobre os animais, e além de sua, talvez incompleta, compreensão da criação de Eva, como afirmado em Gênesis 1:23 e 24, Adão também reconheceu sua relação amigável e feliz com Deus. Isto é parcialmente demonstrado no fato de que nem Adão nem Eva se envergonhavam pelo fato de estarem nus. Isso fica ainda mais claro nos relatos sobre as conversas de Adão com Deus. O relato inteiro nos dois primeiros capítulos de Gênesis descreve uma relação intocada. Esta relação, que se pode denominar como uma relação religiosa, continua de forma negativa após o pecado de Adão. A conversa está registrada em Gênesis 3:8-19. Quando Adão ouviu a voz do Senhor Deus, ele e sua esposa se esconderam. E Deus disse: “Onde estás?”, e Adão respondeu: “Eu não estava pronto”. E assim o relato prossegue. O ponto importante, pelo menos para o presente propósito, é que Deus e Adão falam um com o outro e Adão compreende.
Agora, em oposição ao empirismo, afirmo que nada disso poderia ter acontecido se Adão tivesse que depender da sensação para obter o mínimo de conhecimento. Tomás de Aquino pensava que a mente do homem ao nascer era uma tabula rasa. Nem Aristóteles nem John Locke usaram a frase latina, mas ambos filósofos insistiram que originalmente a mente do homem é um vazio.
Depois de refutar a doutrina das ideias inatas no livro 1, Locke afirma no livro 2, parágrafo 2, de maneira muito clara que o homem nasce sem qualquer ideia. “Os homens devem então supor para a mente, como nós dizemos, o papel branco, vazio de todos os carácteres, sem nenhuma ideia. Como é que eles devem ser fornecido? De onde eles tem todos os materiais da razão e do conhecimento?”, diante disso aqui, John Locke é claro em responde numa frase, “é da experiência que todo o nosso conhecimento se fundamenta, e de onde ele se deriva em última instância”.
À primeira vista, Locke e Gênesis não concordam. E abaixo da superfície, há camadas para serem analisadas por outras, uma a uma. A primeira é a própria linguagem. A visão científica dominante hoje explica a linguagem como sendo um fruto de um milhão de anos ou mais de desenvolvimento de grunhidos e gritos animalescos. Adão viveu cerca de 900 anos, não um milhão, e mesmo que o relato não diga explicitamente que Deus falou com Adão dentro de três segundos após a sua criação, esta é a impressão, no entanto.
Antes da evolução capturar a lealdade do público, Rousseau foi tentado a dar uma teoria não teísta para a linguagem. E descobriu uma armadilha da qual não conseguiu se livrar. Em sua tentativa de tornar a linguagem um produto social, ele foi confrontado com o quebra-cabeças de que sem uma linguagem não poderia haver uma sociedade. Bem, pelo menos ele reconheceu que ele foi bloqueado.
Agora, para prosseguir, a linguagem possui várias funções. Ou seja, pode expressar vários tipos de ideias. Se os animais não conseguem entender uma narrativa ordinária, quanto menos compreender uma ordem moral. Eles podem ser treinados para obedecer certos sons, mas eles não têm consciência do certo e do errado. Eles não podem pecar porque pecar pressupõe uma compreensão dos mandamentos divinos. Adão compreendeu esses mandamentos, pois, como acabamos de afirmar, ele não foi enganado. A capacidade de reconhecer a responsabilidade moral está além da de uma mente finita. Está realmente além de qualquer instrução que a experiência sensorial possa fornecer. Os dados da observação, se existem, nunca implicariam uma distinção moral entre o bem e o mal. O melhor que poderiam fazer é dizer que x e x é o caso, mas nunca se poderia dizer que x e x deveria ser o caso. É digno de nota que um dos grupos mais destacados de filósofos anticristãos, isto é, os positivistas lógicos, admitem isso e insistem com alegria: a moral é simplesmente uma preferência pessoal irracional.
Mas certamente o argumento central mais conclusivo de Gênesis é a própria palavra Imagem. Se Adão era a imagem de Deus, ele não poderia ter tido uma mente vazia pela simples razão de que a mente de Deus não é um vazio.
Essa ideia é claramente repetida em outros livros além de Gênesis. Até mesmo empiristas cristãos reconhecem que Deus é onisciente, “o Senhor é um Deus de conhecimento”[4], Cristo é “a verdade”[5] e “a sabedoria de Deus”[6]. E certamente não é necessário citar mil páginas de Charnock para provar esse ponto. Por conta disso, a folha de papel em branco e a tabula rasa de Aquino não podem ser a imagem de Deus.
O relato de Gênesis claramente refuta o empirismo de tal modo que nada mais é logicamente necessário. Mas a Bíblia fornece detalhes adicionais. O que está implícito em Gênesis é expandido em Efésios 4:24 e Colossenses 3:10. Essas duas passagens, ao explicarem a regeneração como uma espécie de nova criação, ensinam que o homem foi originalmente criado no conhecimento e na justiça. Na exposição precedente aqui, ambos os seus fatos apareceram. Se alguma coisa ficou implícita, é que a justiça depende do conhecimento. O conhecimento é básico. Ninguém pode obedecer a um mandamento, a menos que o compreenda primeiro.
Em suma, a conclusão parece inescapável, de que o cristianismo e o empirismo são completamente incompatíveis, nada mais é necessário. No entanto, com estas deduções exegéticas das Escrituras, fornecendo o lado positivo do argumento, os parágrafos introdutórios desta palestra prometeram colocar alguns argumentos negativos em segundo lugar. O objetivo é mostrar que o empirismo é auto-contraditório. Mesmo assim, a primeira disputa também pode apelar para a Escritura e, portanto, pode-se classificar a posição de qualquer maneira.
O empirismo insiste em que a ciência é puramente observação. O professor A. J. Carlson de Chicago, em um artigo duas vezes publicado, pergunta: “Qual é o método da ciência?” E ele responde imediatamente: “Em essência, é essa a rejeição de todas as autoridades não observacionais e não-experimentais no campo da experiência”. Sentimentos semelhantes podem ser encontrados em outros escritos científicos. Mas se Carlson e outros pensam que a ciência chega à verdade, como certamente pensam, é fácil refutá-los.
As leis científicas são promulgadas como proposições universais. A lei do pêndulo deve descrever o movimento de cada pêndulo passado, presente e futuro. A luz está supostamente viajando sempre na velocidade de 186.000 milhas por segundo. Mas como essas leis são proposições universais, nenhuma quantidade de observação demonstraria sua veracidade. A observação é sempre a observação de uma minúscula proporção dos fenômenos. Mesmo se esses poucos exemplos forem corretamente medidos como nunca foram, eles não implicariam qualquer lei universal da física.
Outro argumento se refere aos delírios da experiência sensorial. Presumivelmente, todo mundo, pelo menos em geral, vê um corpo como contínuo e sólido. Uma extremidade de um lápis está firmemente presa à outra extremidade. Mas a ciência contemporânea insiste que não há nenhuma conexão entre as duas partes do lápis. A distância entre uma extremidade e outra é 99% de espaço vazio . Este é um caso de um conjunto de sensações que contradiz um outro conjunto. Eles não podem estar corretos. Mas quem pode dizer qual conjunto está correto?
Os delírios dos sentidos nos enganam dezenas de vezes todos os dias. Eles devem condenar os empiristas ao desânimo. Quase todo livro elementar sobre percepção dará múltiplos saltos em seu primeiro capítulo. Qualquer um que afirma insistentemente a confiabilidade da sensação deve consultar um oculista. Um dos meus exemplos favoritos, oriundo do laboratório de psicologia da universidade, é o do disco rotativo. Meio preto, meio branco e com alguns rabiscos pretos, ou pelo menos visto como preto e branco, quando girado em alta velocidade, produz sensações de tons vermelhos, azuis, verdes e tons de cores variadas. Ou, um exemplo menos acadêmico, qualquer artista paisagístico competente irá dizer-lhe que as cores de uma cena são perturbadoramente alteradas com meia hora. Mas o empirismo enfrenta algo muito mais perturbador e fundamental do que essas peculiaridades psicológicas. É a disparidade universal entre a verdade e o erro.
A lógica ensina que existem precisamente quatro formas de sentenças declarativas, em dois pares contraditórios. As duas afirmações: “Alguns cães são gentis” e “nenhum cão é gentil” não podem ser sentenças verdadeiras nem falsas. A mesma relação é válida para “todos os dígitos são pares” e “alguns dígitos não são pares”. Chamaremos isso de lei da contradição. Deve ser óbvio que se esta lei fosse falsa, a inteligência, a compreensão, o discurso significativo e o pensamento em si seriam impossíveis. “Suave” significaria “vicioso”, “estranho” significaria “igual”, e tudo não significaria nada.
Como a teologia luterana tende a ser mais empírica do que apriorística, uma citação de Dorner pode ser de algum interesse ligeiro. Em seu System of Christian Doctrine Cristã (Vol. II, p. 82) ele insiste que “a alma nunca é uma tabula rasa... se não existem em nosso conhecimento nenhuma relação inerente e inata com o que é racional e bom - uma relação que é um dom original da nossa natureza e não do nosso próprio esforço - então, o conhecimento da verdade e a bondade como tal, está absolutamente fora de questão”.
A lei da contradição é uma proposição universal e nunca pode ser abstraída ou deduzida da experiência. A maioria dos filósofos, na verdade, todos menos um, nunca sequer tentaram descrever seu desenvolvimento. Aristóteles realmente oferece uma ilustração, mas ele se omitiu em mostrar como ilustrou qualquer coisa. A tentativa está viciada desde o início, pois ninguém, sem a lei da contradição, pode mesmo começar a aprender. No entanto, Adão começou a aprender assim que foi criado. No primeiro dia de sua vida ele entendeu o que Deus disse. Ele entendeu porque sua mente tinha sido criada dessa forma. Sua mente não era um vazio sem forma. O empirismo, pelo contrário, é uma filosofia impossível que o cristão perspicaz substituirá pela imagem inata e a priori de Deus.
Enquanto a opinião prevalecente hoje favorece o empirismo, até mesmo entre os cristãos, para não mencionar os secularistas, nem sempre foi assim. Orígenes, no século III, Gregório de Nissa, no século IV, e especialmente o grande Agostinho no século V, não eram, de modo algum, empiristas. De A.D. 400 a A.D. 1250 o agostinianismo era dominante. Mais recentemente houve o luterano Dorner que acabamos de citar, e o calvinista Shedd. Há também alguns contemporâneos que rejeitam mais ou menos consistentemente o empirismo. Devido à escassez de teólogos no momento atual, ou talvez por causa da excelência literária de um erudito anterior, eu gostaria de traduzir uma página, ou duas, escritas por um agostiniano pós-reformado. Ele nem sempre encontrou o que procurava, mas empreendeu com entusiasmo Em Busca da Verdade[7].
[Nota de transcrição: Clark equivocadamente ignora a página 33 em suas notas manuscritas preparadas para o debate. A página contém três outras aspas. Ao ignorar a página no debate ele incorretamente mescla o final de uma citação na página 34 com a citação que ele estava dando na página 32. A página 33 de suas notas manuscritas preparadas para este debate fornecem o material faltante:
Notas:
[1] O debate foi transcrito por Douglas J. Douma. Algumas partes do debate se perderam devido a qualidade do áudio, porém há muito do que se aproveitar. Boa leitura [N.T].
[2] “O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem”.
[3] “E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão”.
[4] 1 Samuel 2:3.
[5] João 14:6.
[6] 1 Coríntios 1:24.
[7] Trata-se do filósofo Nicolas Malebranche.
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Extraído de:
http://gordonhclark.reformed.info/files/2015/09/AudioTranscript27.TheClark-HooverDebate.pdf
Traduzido por: Lucas Lemos
Revisado por: Dione Cândico Jr.
Gordon H. Clark: ... e ficar perfeitamente enojado com as sensações, e continuar aqui... [?]
[riso da platéia]
Gordon H. Clark: Normalmente quando dois filósofos disputam suas posições, seja por meio de debate ou através de publicações, eles começam refutando as posições principais do outro, a fim de abrir espaço para uma exposição própria. Descartes fez isso em seu Discurso do Método, onde escreveu sobre a educação tradicional, inadequada e não-confiável. Locke dedicou um de seus quatro livros à compreensão humana, para uma refutação da teoria das ideias inatas. Ele descreveu três ou quatro maneiras dessa doutrina e as soprou com vigor. Da mesma forma, os quatro primeiros capítulos da Fenomenologia do Espírito de Hegel destroem Kant. Após a eliminação da oposição, esses homens expuseram construtivamente suas próprias filosofias.
Na maioria das vezes o argumento negativo é chamado de argumentum ad hominem. Eles são baseados em uma das afirmações do oponente da qual se argumenta para uma conclusão que ele não está disposto a aceitar. Seja um tanto disfarçada ou não, ele convence o oponente da autocontradição. Na geometria o argumento passa pelo nome de reductio ad absurdum. Para demonstrar um teorema, o geômetra assume seu contraditório e demonstra seu absurdo. Então o teorema desejado é estabelecido.
Como de costume, esse é o procedimento que eu tenho seguido. Em meu livro sobre Behaviorism and Christianity, o behaviorismo vem em primeiro lugar. Eu procuro mostrar que se o behaviorismo é verdadeiro, ele demonstra que as suas próprias premissas são falsas. Da mesma forma, em Historiography Secular and Religious, começo com a visão secular. Minha linguagem e teologia prosseguem no mesmo padrão geral. Somente após 130 páginas da lógica de Russell, das sentenças do protocolo positivista lógico e de outras teorias associadas, é que eu faço uma exposição da visão teísta da linguagem. Porém, para variar, e porque muitos nessa audiência já ouviram meus argumentos contra o empirismo, começarei nesta noite com minha própria posição baseada na Escritura.
Como o objetivo é construir uma teoria bíblica da epistemologia, o primeiro argumento positivo, não ad hominem, será em apelar às declarações bíblicas de Gênesis 1, versículos 26 e 27 e Gênesis 2, versículo 7, onde Deus criou o homem à sua própria imagem. Algumas das palavras são: “E disse Deus: ‘façamos o homem à nossa imagem’. Deus criou o homem à sua imagem. E o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida”. Estes versículos do Antigo Testamento não indicam explicitamente o impacto total do que aconteceu. O que aconteceu no Novo Testamento explica com mais detalhes. As palavras em Gênesis, e como tenho discutido em algumas publicações teológicas, pode dar a impressão de que Deus, depois de criar Adão, colocou sua imagem em algum lugar dentro ou sobre o homem. Mas, o apóstolo Paulo demonstra que Deus não simplesmente criou o homem e selou a sua imagem sobre ele. Em 1 Coríntios 11:7[2], Paulo dá uma explicação mais completa. Ele não diz que a imagem está no homem, ele diz que o homem é a imagem. O texto declara que “o homem é a imagem e a glória de Deus”.
A natureza desta imagem, que é a natureza do próprio homem, deve agora ser definida. Qual era a condição do homem quando ele veio das mãos do seu Criador? Gênesis não está em total silêncio sobre esse assunto. De fato, Gênesis diz mais do que os leitores apressados podem ver. O primeiro ponto, mas não o mais importante, é que Deus deu a Adão o domínio sobre todos os seres vivos, peixes, pássaros e animais. Mas, embora o fato do domínio em si não ser muito importante, a vinculação de certas habilidades essenciais para o tal domínio é muito importante no confronto entre empirismo e apriorismo. Para dominar animais, um homem precisa de um mínimo de inteligência. Agora é difícil atribuir até um mínimo de inteligência a uma mente vazia. E isso se torna claro no que se segue.
Como foi indicado, mais importante do que o domínio sobre os animais é o fato de que Deus explicou este domínio a Adão. Ou seja, Deus falou a Adão e Adão compreendeu o que Deus lhe disse. Gênesis 1:28-30 diz brevemente: “Deus disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos. Dominai todos os seres vivos que se movem sobre a terra”. Adão entendeu estas instruções. E entender o que Deus diz requer tanto quanto ou até mais inteligência do que lidar com leões e mulas.
As instruções divinas, entretanto, não se limitavam à agricultura e à criação. O Senhor também deu a Adão alguma instrução religiosa. Gênesis 2:16-17 registra certas ordens que Deus impôs a Adão. Particularmente, Deus lhe ordenou que não comesse do fruto de uma certa árvore e advertiu que “no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Aqui temos uma penalidade declarada pela desobediência. Adão compreendeu este mandamento e esta penalidade, porque em 1 Timóteo 2:14[3] nos diz que, embora Eva tenha sido enganada, Adão não foi enganado. Claramente Adão compreendeu. Mas compreendamos também que há uma diferença importante entre compreender a agricultura e compreender a ideia de lei moral. Uma vez que será um embaraço especial para o empirismo, vale a pena desenvolver o tema.
[riso da platéia]
É preciso, então, considerar o que é requisito para a desobediência de Adão. Além de compreender o seu domínio sobre os animais, e além de sua, talvez incompleta, compreensão da criação de Eva, como afirmado em Gênesis 1:23 e 24, Adão também reconheceu sua relação amigável e feliz com Deus. Isto é parcialmente demonstrado no fato de que nem Adão nem Eva se envergonhavam pelo fato de estarem nus. Isso fica ainda mais claro nos relatos sobre as conversas de Adão com Deus. O relato inteiro nos dois primeiros capítulos de Gênesis descreve uma relação intocada. Esta relação, que se pode denominar como uma relação religiosa, continua de forma negativa após o pecado de Adão. A conversa está registrada em Gênesis 3:8-19. Quando Adão ouviu a voz do Senhor Deus, ele e sua esposa se esconderam. E Deus disse: “Onde estás?”, e Adão respondeu: “Eu não estava pronto”. E assim o relato prossegue. O ponto importante, pelo menos para o presente propósito, é que Deus e Adão falam um com o outro e Adão compreende.
Agora, em oposição ao empirismo, afirmo que nada disso poderia ter acontecido se Adão tivesse que depender da sensação para obter o mínimo de conhecimento. Tomás de Aquino pensava que a mente do homem ao nascer era uma tabula rasa. Nem Aristóteles nem John Locke usaram a frase latina, mas ambos filósofos insistiram que originalmente a mente do homem é um vazio.
Depois de refutar a doutrina das ideias inatas no livro 1, Locke afirma no livro 2, parágrafo 2, de maneira muito clara que o homem nasce sem qualquer ideia. “Os homens devem então supor para a mente, como nós dizemos, o papel branco, vazio de todos os carácteres, sem nenhuma ideia. Como é que eles devem ser fornecido? De onde eles tem todos os materiais da razão e do conhecimento?”, diante disso aqui, John Locke é claro em responde numa frase, “é da experiência que todo o nosso conhecimento se fundamenta, e de onde ele se deriva em última instância”.
À primeira vista, Locke e Gênesis não concordam. E abaixo da superfície, há camadas para serem analisadas por outras, uma a uma. A primeira é a própria linguagem. A visão científica dominante hoje explica a linguagem como sendo um fruto de um milhão de anos ou mais de desenvolvimento de grunhidos e gritos animalescos. Adão viveu cerca de 900 anos, não um milhão, e mesmo que o relato não diga explicitamente que Deus falou com Adão dentro de três segundos após a sua criação, esta é a impressão, no entanto.
Antes da evolução capturar a lealdade do público, Rousseau foi tentado a dar uma teoria não teísta para a linguagem. E descobriu uma armadilha da qual não conseguiu se livrar. Em sua tentativa de tornar a linguagem um produto social, ele foi confrontado com o quebra-cabeças de que sem uma linguagem não poderia haver uma sociedade. Bem, pelo menos ele reconheceu que ele foi bloqueado.
Agora, para prosseguir, a linguagem possui várias funções. Ou seja, pode expressar vários tipos de ideias. Se os animais não conseguem entender uma narrativa ordinária, quanto menos compreender uma ordem moral. Eles podem ser treinados para obedecer certos sons, mas eles não têm consciência do certo e do errado. Eles não podem pecar porque pecar pressupõe uma compreensão dos mandamentos divinos. Adão compreendeu esses mandamentos, pois, como acabamos de afirmar, ele não foi enganado. A capacidade de reconhecer a responsabilidade moral está além da de uma mente finita. Está realmente além de qualquer instrução que a experiência sensorial possa fornecer. Os dados da observação, se existem, nunca implicariam uma distinção moral entre o bem e o mal. O melhor que poderiam fazer é dizer que x e x é o caso, mas nunca se poderia dizer que x e x deveria ser o caso. É digno de nota que um dos grupos mais destacados de filósofos anticristãos, isto é, os positivistas lógicos, admitem isso e insistem com alegria: a moral é simplesmente uma preferência pessoal irracional.
Mas certamente o argumento central mais conclusivo de Gênesis é a própria palavra Imagem. Se Adão era a imagem de Deus, ele não poderia ter tido uma mente vazia pela simples razão de que a mente de Deus não é um vazio.
Essa ideia é claramente repetida em outros livros além de Gênesis. Até mesmo empiristas cristãos reconhecem que Deus é onisciente, “o Senhor é um Deus de conhecimento”[4], Cristo é “a verdade”[5] e “a sabedoria de Deus”[6]. E certamente não é necessário citar mil páginas de Charnock para provar esse ponto. Por conta disso, a folha de papel em branco e a tabula rasa de Aquino não podem ser a imagem de Deus.
O relato de Gênesis claramente refuta o empirismo de tal modo que nada mais é logicamente necessário. Mas a Bíblia fornece detalhes adicionais. O que está implícito em Gênesis é expandido em Efésios 4:24 e Colossenses 3:10. Essas duas passagens, ao explicarem a regeneração como uma espécie de nova criação, ensinam que o homem foi originalmente criado no conhecimento e na justiça. Na exposição precedente aqui, ambos os seus fatos apareceram. Se alguma coisa ficou implícita, é que a justiça depende do conhecimento. O conhecimento é básico. Ninguém pode obedecer a um mandamento, a menos que o compreenda primeiro.
Em suma, a conclusão parece inescapável, de que o cristianismo e o empirismo são completamente incompatíveis, nada mais é necessário. No entanto, com estas deduções exegéticas das Escrituras, fornecendo o lado positivo do argumento, os parágrafos introdutórios desta palestra prometeram colocar alguns argumentos negativos em segundo lugar. O objetivo é mostrar que o empirismo é auto-contraditório. Mesmo assim, a primeira disputa também pode apelar para a Escritura e, portanto, pode-se classificar a posição de qualquer maneira.
O empirismo insiste em que a ciência é puramente observação. O professor A. J. Carlson de Chicago, em um artigo duas vezes publicado, pergunta: “Qual é o método da ciência?” E ele responde imediatamente: “Em essência, é essa a rejeição de todas as autoridades não observacionais e não-experimentais no campo da experiência”. Sentimentos semelhantes podem ser encontrados em outros escritos científicos. Mas se Carlson e outros pensam que a ciência chega à verdade, como certamente pensam, é fácil refutá-los.
As leis científicas são promulgadas como proposições universais. A lei do pêndulo deve descrever o movimento de cada pêndulo passado, presente e futuro. A luz está supostamente viajando sempre na velocidade de 186.000 milhas por segundo. Mas como essas leis são proposições universais, nenhuma quantidade de observação demonstraria sua veracidade. A observação é sempre a observação de uma minúscula proporção dos fenômenos. Mesmo se esses poucos exemplos forem corretamente medidos como nunca foram, eles não implicariam qualquer lei universal da física.
Outro argumento se refere aos delírios da experiência sensorial. Presumivelmente, todo mundo, pelo menos em geral, vê um corpo como contínuo e sólido. Uma extremidade de um lápis está firmemente presa à outra extremidade. Mas a ciência contemporânea insiste que não há nenhuma conexão entre as duas partes do lápis. A distância entre uma extremidade e outra é 99% de espaço vazio . Este é um caso de um conjunto de sensações que contradiz um outro conjunto. Eles não podem estar corretos. Mas quem pode dizer qual conjunto está correto?
Os delírios dos sentidos nos enganam dezenas de vezes todos os dias. Eles devem condenar os empiristas ao desânimo. Quase todo livro elementar sobre percepção dará múltiplos saltos em seu primeiro capítulo. Qualquer um que afirma insistentemente a confiabilidade da sensação deve consultar um oculista. Um dos meus exemplos favoritos, oriundo do laboratório de psicologia da universidade, é o do disco rotativo. Meio preto, meio branco e com alguns rabiscos pretos, ou pelo menos visto como preto e branco, quando girado em alta velocidade, produz sensações de tons vermelhos, azuis, verdes e tons de cores variadas. Ou, um exemplo menos acadêmico, qualquer artista paisagístico competente irá dizer-lhe que as cores de uma cena são perturbadoramente alteradas com meia hora. Mas o empirismo enfrenta algo muito mais perturbador e fundamental do que essas peculiaridades psicológicas. É a disparidade universal entre a verdade e o erro.
A lógica ensina que existem precisamente quatro formas de sentenças declarativas, em dois pares contraditórios. As duas afirmações: “Alguns cães são gentis” e “nenhum cão é gentil” não podem ser sentenças verdadeiras nem falsas. A mesma relação é válida para “todos os dígitos são pares” e “alguns dígitos não são pares”. Chamaremos isso de lei da contradição. Deve ser óbvio que se esta lei fosse falsa, a inteligência, a compreensão, o discurso significativo e o pensamento em si seriam impossíveis. “Suave” significaria “vicioso”, “estranho” significaria “igual”, e tudo não significaria nada.
Como a teologia luterana tende a ser mais empírica do que apriorística, uma citação de Dorner pode ser de algum interesse ligeiro. Em seu System of Christian Doctrine Cristã (Vol. II, p. 82) ele insiste que “a alma nunca é uma tabula rasa... se não existem em nosso conhecimento nenhuma relação inerente e inata com o que é racional e bom - uma relação que é um dom original da nossa natureza e não do nosso próprio esforço - então, o conhecimento da verdade e a bondade como tal, está absolutamente fora de questão”.
A lei da contradição é uma proposição universal e nunca pode ser abstraída ou deduzida da experiência. A maioria dos filósofos, na verdade, todos menos um, nunca sequer tentaram descrever seu desenvolvimento. Aristóteles realmente oferece uma ilustração, mas ele se omitiu em mostrar como ilustrou qualquer coisa. A tentativa está viciada desde o início, pois ninguém, sem a lei da contradição, pode mesmo começar a aprender. No entanto, Adão começou a aprender assim que foi criado. No primeiro dia de sua vida ele entendeu o que Deus disse. Ele entendeu porque sua mente tinha sido criada dessa forma. Sua mente não era um vazio sem forma. O empirismo, pelo contrário, é uma filosofia impossível que o cristão perspicaz substituirá pela imagem inata e a priori de Deus.
Enquanto a opinião prevalecente hoje favorece o empirismo, até mesmo entre os cristãos, para não mencionar os secularistas, nem sempre foi assim. Orígenes, no século III, Gregório de Nissa, no século IV, e especialmente o grande Agostinho no século V, não eram, de modo algum, empiristas. De A.D. 400 a A.D. 1250 o agostinianismo era dominante. Mais recentemente houve o luterano Dorner que acabamos de citar, e o calvinista Shedd. Há também alguns contemporâneos que rejeitam mais ou menos consistentemente o empirismo. Devido à escassez de teólogos no momento atual, ou talvez por causa da excelência literária de um erudito anterior, eu gostaria de traduzir uma página, ou duas, escritas por um agostiniano pós-reformado. Ele nem sempre encontrou o que procurava, mas empreendeu com entusiasmo Em Busca da Verdade[7].
“O espírito do homem é por natureza colocado entre o seu Criador e as criaturas físicas.... mas apesar da grande elevação pelo qual [o espírito] está acima de todas as coisas materiais ele não é impedido de se unir a elas.... também a distância infinita entre o Ser soberano e o espírito humano não o impede de estar imediatamente unido a ele por uma matéria mais íntima. Esta última união o eleva acima de todas as coisas, e por essa união ele recebe a sua vida, a sua luz e toda a sua felicidade. A união do espírito com o corpo, pelo contrário, abaixa infinitamente o homem, e é agora a causa principal de todos os seus erros e todas as suas misérias”
“Não me surpreende que as pessoas comuns ou os filósofos pagãos considerem somente a alma em sua relação e união com o corpo, sem reconhecer sua relação e união com Deus, mas estou surpreso que os filósofos cristãos, que deveriam preferir o espírito de Deus acima do espírito do homem, Moisés acima de Aristóteles, Agostinho acima de algum comentador miserável e filósofo pagão, estarem mais interessados na alma como uma forma do corpo do que como feita na imagem e para a imagem de Deus... a qual está imediatamente unida...”
“Uma vez que a vontade de Deus regula a natureza de tudo, ainda mais a natureza da alma deve estar unida a Deus pelo conhecimento da verdade e pelo amor do bem, mais do que a união do corpo, porque é certo… que Deus criou nossos espíritos mais para conhecê-lo e amá-lo em vez de impor uma forma ao corpo... O pecado do primeiro homem tanto enfraqueceu a união do nosso espírito com Deus que... essa união parece imaginária para aqueles que estão cegos...”
[Nota de transcrição: Clark equivocadamente ignora a página 33 em suas notas manuscritas preparadas para o debate. A página contém três outras aspas. Ao ignorar a página no debate ele incorretamente mescla o final de uma citação na página 34 com a citação que ele estava dando na página 32. A página 33 de suas notas manuscritas preparadas para este debate fornecem o material faltante:
“... Pelo contrário, o primeiro pecado fortaleceu tanto a união da alma com o nosso corpo que nos parece que estas duas partes de nós mesmos não são mais do que uma única substância, ou melhor, ela nos submeteu aos nossos sentidos e emoções que nos levam a acreditar que nosso corpo é o principal das duas partes das quais somos feitos”
“A alma, embora unida muito estritamente ao corpo, não deixa de estar unida a Deus, e no momento em que recebe do seu corpo os sentimentos vivos e confusos que suas paixões lhe inspiram, recebe também a verdade eterna que preside seu espírito, o conhecimento de seu dever e de suas falhas. Quando o corpo a engana, Deus a desengana…”
“Um homem que julga tudo pelos seus sentidos, que sempre segue os movimentos de suas paixões, que só percebe o que sente... está no mais miserável estado de espírito que jamais poderia estar... mas quando um homem só julga as coisas pelas ideias puras do espírito, evitando cuidadosamente o ruído confuso das criaturas, e quando se aposenta em si mesmo, ouve seu soberano Criador, com seus sentidos e paixões em silêncio, é impossível para ele cair em erro... quando o espírito se volta de Deus e o deixa, quando ele apenas interroga seu corpo em busca da verdade, quando ele escuta...] apenas aos seus sentidos, à sua imaginação e às suas paixões, é impossível para ele escapar do engano...”
“O corpo enche o espírito com um número tão grande de sensações que se torna incapaz de conhecer a menos oculta das verdades.... É somente pela atenção desse espírito que se descobre qualquer verdade e se gera qualquer conhecimento, porque, de fato, a atenção do espírito não é senão seu retorno e conversão à Deus, que é nosso único Mestre... como disse Santo Agostinho”
Notas:
[1] O debate foi transcrito por Douglas J. Douma. Algumas partes do debate se perderam devido a qualidade do áudio, porém há muito do que se aproveitar. Boa leitura [N.T].
[2] “O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem”.
[3] “E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão”.
[4] 1 Samuel 2:3.
[5] João 14:6.
[6] 1 Coríntios 1:24.
[7] Trata-se do filósofo Nicolas Malebranche.
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Extraído de:
http://gordonhclark.reformed.info/files/2015/09/AudioTranscript27.TheClark-HooverDebate.pdf
Traduzido por: Lucas Lemos
Revisado por: Dione Cândico Jr.
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